Pessoas invisíveis ou como minha casa foi para o lixo

Eu comprei um pote de margarina e descobri que poderia concorrer a uma casa com cozinha, um carro com seguro, uma viagem pra Disney com a família e mais 30 mil reais. Já pensou? Fiz tudo certinho pra participar da promoção, então eu teria que guardar a embalagem pra comprovar o código caso fosse sorteada. Mas ela foi para o lixo! Já era! O carro do lixo passa aqui na minha rua às segundas, quartas e sextas-feiras à noite e fiquei pensando que os rapazes que jogaram o meu lixo no carro nem desconfiam que podem ter levado meu prêmio. Só pensei nos garis por causa desse episódio, aliás poucos pensam nos garis como pessoas, talvez enxerguemos apenas a função – é um caso de invisibilidade pública. Um psicólogo da USP,  Fernando Braga da Costa, escreveu sua dissertação de mestrado baseando-se nessa idéia. Vestiu-se como gari para trabalhar na própria universidade em que estuda e fez descobertas incríveis ao VER realmente como vivem e que os varredores são seres humanos. Infelizmente quase ninguém os vê assim. Segundo Fernando, “É como se a pessoa passasse por um poste, por uma árvore”. Vale a pena refletir.

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4 respostas em “Pessoas invisíveis ou como minha casa foi para o lixo

  1. menina, todos somos em algum momento invisíveis, ninguem repara todo mundo todo o tempo. e também qualquer uniforme “invisibiliza” as pessoas, aliás deve ser pra isso mesmo que eles servem: para mostrar a insitituição e não o individuo.

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